Redação-Laboratório destaca o trabalho coletivo em encontro de formação
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Por Catarina Martines
No último sábado a Redação-Laboratório teve contato com uma parte importante da dinâmica de produção que será enfrentada na cobertura do Congresso da Abraji. O encontro reuniu coordenadores dos núcleos de Publicação, Artes e Redes Sociais, que detalharam as funções de cada equipe e reforçaram a importância da organização e da colaboração entre repórteres, editores e publicadores. Ana Luisa Zaniboni Gomes, diretora da OBORÉ e coordenadora do projeto, destacou como essa linha de produção é uma dinâmica que se expande “a partir do texto”.
O esqueleto de uma redação jornalística
Todos os repórteres selecionados para a Redação-Laboratório ficarão encarregados de cobrir pelo menos uma palestra do evento. Mas não é só de texto que se vive um jornal. Além da produção textual, os jornalistas também vão desenvolver a parte visual, de publicação e de divulgação do congresso sob a coordenação de diferentes núcleos.
À frente do núcleo de Publicação, Iago Filgueiras e Lucas Lignon, explicaram o funcionamento do site do Congresso, desenvolvido em WordPress. Os publicadores serão responsáveis por inserir no site os conteúdos já revisados, incluindo títulos, imagens, links e demais elementos necessários para a publicação. Durante a apresentação, foi reforçado que alterações em matérias já publicadas devem seguir um fluxo específico.
Depois de apuradas e produzidas, as coberturas passarão por uma revisão de um editor antes de serem aprovadas para a etapa de publicação. Nos próximos dias, o núcleo realizará um levantamento sobre o nível de conhecimento dos integrantes do WordPress e promoverá treinamentos para os novos participantes.
Camila Araújo será quem conduzirá os arteiros neste ano. Ela apresentou a trajetória do Núcleo de Artes, criado durante a edição de 2020 do Congresso para ilustrar reportagens produzidas durante a pandemia, momento em que o uso das fotografias, utilizadas até então como a única forma de ilustrar a cobertura do evento, não seria viável. Em sua sétima edição, o grupo reúne 18 artistas e combina ilustrações e registros fotográficos para compor a identidade visual do projeto. A coordenadora destaca a importância de uma equipe diversificada: “Quando se trata dessa parte visual, cada pessoa tem o seu olhar para o mundo. O seu olhar artístico, essa forma de ver e expressar as coisas. Então é isso que a gente preza bastante”.
Segundo Camila, a equipe trabalha com diferentes linguagens, como ilustração digital, colagem, desenho à mão, aquarela e histórias em quadrinhos, de modo a ampliar as possibilidades narrativas da cobertura jornalística. O fluxo de trabalho deste núcleo envolverá a produção de ilustrações para o blog e de peças voltadas às redes sociais.
Ana Luiza destacou que a diversidade estética fortalece a identidade editorial do projeto. “São coisas inéditas e nascem da nossa capacidade de reflexão para com a leitura dos textos produzidos”, comentou.
Na sequência, Kethilyn Mieza e Rogério Pelizzari apresentaram a organização do núcleo de Redes Sociais. A equipe será responsável pela produção de conteúdos para Facebook, Instagram e LinkedIn, reunindo textos, fotografias, vídeos e materiais audiovisuais.
A estrutura foi dividida em duas frentes principais: uma dedicada à distribuição das reportagens publicadas no blog e outra voltada à cobertura em tempo real do Congresso, com produção de Stories, Reels, entrevistas e registros de bastidores. Os coordenadores enfatizaram que os repórteres deverão pesquisar previamente os temas das mesas, os perfis dos palestrantes e seus canais oficiais antes da cobertura.
As escalas definitivas dos núcleos e da cobertura em tempo real deverão ser concluídas na nesta semana, quando uma nova reunião também abordará os procedimentos de acesso ao evento e os últimos ajustes operacionais antes do início dos trabalhos.
Sobre a Redação-Laboratório
Um dos encontros de jornalismo mais importantes da América Latina chega à 21ª edição com mais de 100 atividades, muitas das quais com transmissão simultânea. A novidade deste ano é a criação da trilha dedicada à América Latina, cujo destaque é a mesa “Lições compartilhadas na cobertura de segurança pública”, que reunirá jornalistas de diferentes países latino-americanos para discutir experiências e desafios na investigação do setor em seus territórios. O evento acontece em São Paulo, de 30 de julho a 1º de agosto, e pelo 17º ano consecutivo a cobertura oficial será disponibilizada no blog da redação do projeto Repórter do Futuro, da OBORÉ. Esta iniciativa conta, há onze anos, com o apoio institucional da UNESCO (Escritório de Montevidéu).
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