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OBORÉ e Abraji dão a largada para a Redação-Laboratório 2026

  • há 18 horas
  • 4 min de leitura

Por Catarina Martines


No último sábado, 4 de julho, aconteceu a largada para a Redação-Laboratório de cobertura do 21º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji, que acontece nos dias 30 e 31 de julho e 1º de agosto na Unip, em São Paulo. Das quatro reuniões de formação programadas, esta primeira teve como objetivo apresentar ao grupo a estrutura e o funcionamento da redação neste ano. Ana Carolina Moreno, presidente da Abraji, apresentou alguns destaques da edição deste ano. O evento, que chega à sua 21ª edição, consolidou-se como o maior encontro de jornalistas da América Latina e deve reunir cerca de 250 palestrantes em aproximadamente 100 atividades.


A programação contará com trilhas temáticas sobre eleições, corrupção, clima e meio ambiente, inteligência artificial, dados, segurança pública e América Latina, além de oficinas práticas, mesas de bastidores e debates voltados à capacitação e ao fortalecimento do jornalismo investigativo. Moreno ainda destacou as homenageadas deste ano do Congresso: as jornalistas Fátima Souza e Vera Araújo, e deu dicas sobre o que priorizar nas coberturas das mesas. Para ela, quando o jornalista está tentando escrever a matéria sobre a mesa, pode priorizar conteúdos que sejam úteis para a prática profissional cotidiana. O jornalista Sérgio Lüdtke, atual secretário executivo, também destacou a importância da redação-laboratório enquanto um espaço de reflexão e de divulgação de práticas profissionais que são discutidas durante o congresso.


Quem faz a redação


Neste ano, foram 245 inscrições de todo o Brasil. Com muito cuidado, a equipe organizadora formou uma redação com 80 repórteres e cerca de 20 editores e coordenadores para vivenciarem esta experiência jornalística.


Ana Luisa Zaniboni Gomes, diretora da OBORÉ, destacou o caráter de formação que esse projeto tem para todos os envolvidos: "Não há trabalho individual, é um trabalho de equipe e, para dar certo, é preciso respeitar as regras coletivas." Ela destacou que a redação-laboratório funciona como um espaço de aprendizagem compartilhada, no qual estudantes e jovens jornalistas desenvolvem habilidades técnicas e aprendem a lidar com desafios e imprevistos próprios da prática jornalística.


Para Zaniboni, a experiência da redação representa a consolidação de um processo formativo construído ao longo dos anos no Projeto Repórter do Futuro. "Na redação laboratorial, é como se fosse uma formatura. A gente pega todas essas habilidades aprendidas durante esse percurso e condensa aqui dentro", afirmou. Ana Luisa também ressaltou a responsabilidade coletiva dos participantes, lembrando que a assinatura de cada integrante passa a compor a história de uma iniciativa que, há mais de uma década, contribui para a formação de novas gerações de jornalistas.


Luana Copini, integrante da equipe do Projeto Repórter do Futuro, apresentou como serão divididas as funções dos integrantes da Redação. Haverá os núcleos de texto, arte, redes sociais e o blog, cada um responsável por um aspecto da produção que permitirá o bom funcionamento da redação. O encontro finalizou com duas tarefas para os estudantes: ler o manual de redação produzido pela OBORÉ especialmente para esta cobertura e analisar o que foi produzido pela redação-laboratório na cobertura do ano passado.


Serão quatro encontros ao longo do mês de julho, sempre remotos e aos sábados.


Confira a programação:


4 de julho - Boas-vindas ao grupo e apresentação da proposta geral: calendário, estrutura e funcionamento da redação.


11 de junho - Texto, apresentação do fluxo da produção e orientação sobre apuração, cobertura, redação, edição e funcionamento da área de trabalho do blog.


18 de julho - Apresentação dos núcleos: Artes, Redes Sociais e Blog.


25 de julho - Fluxo, Escala e ensaio geral.


Sobre a Redação Laboratorial


Nos 16 últimos Congressos, recém-formados e estudantes que já participaram de módulos do Projeto Repórter do Futuro foram desafiados a constituir uma Redação-Laboratório e providenciar a cobertura do evento, alimentando em tempo real os canais oficiais da ABRAJI.A atividade é acompanhada, ao longo dos quatro dias, por um time de jornalistas e professores que estimulam e orientam os jovens repórteres nas diversas etapas de cobertura e produção das notícias.


Essa complexa empreitada incentiva a criatividade, a noção de solidariedade, compromisso, companheirismo e, simultaneamente, o sentido de disciplina, cooperação e respeito rigoroso a prazos e acurácia informativa.


Sobre o Projeto Repórter do Futuro


O Projeto Repórter do Futuro oferece alternativas de cursos e atividades de complementação universitária que já contribuíram com a formação de mais de 3.000 jovens em seus mais de 30 anos de existência – todos oriundos, principalmente, de cursos de Jornalismo.


Promovido a cada semestre sob a forma de módulos temáticos, apresenta alternativas de autodesenvolvimento aos que desejam aprofundar conhecimentos sobre o Jornalismo e, em especial, sobre a reportagem - a alma da profissão. Os cursos são gratuitos e, para realizá-los, a OBORÉ faz parcerias com instituições que acreditam na importância desta proposta.


Com as parceiras, é modulado o conteúdo do curso, com temáticas relevantes para a formação pretendida, como é o caso desta Redação Laboratorial, que conta com a parceria da Abraji e apoio do IPFD - Instituto de Pesquisa, Formação e Difusão em Políticas Públicas e Sociais, da Jornalismo Júnior ( ECA USP) e da Unesco / Escritório de Montevidéo.


Saiba mais



Conheça o blog da Cobertura: https://congressoabraji.wordpress.com/

 
 
 

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